Terça-feira, Dezembro 30
queima de arquivo
Folha de S. Paulo 30/12/2003
Uma série de documentos encontrados há menos de 15 dias esclarece pela primeira vez o que é que a polícia política brasileira fazia com as milhares de toneladas de livros e outros objetos "subversivos" que apreendia nas primeiras décadas do século 20.........A lista de livros a serem destruídos, descoberta no mesmo prontuário, também é dominada por livros dessas nacionalidades e pelos clássicos livros "vermelhos".
O depósito do Deops tinha às tantas 1.801 exemplares de "ABC dos Comunistas", de Bukarin, que faziam deste o "best-seller" dos censores, 350 tomos de "Marxismo e o Problema Nacional e Colonial", de Stálin, e 275 "Contra a Guerra e o Imperialismo", de Luis Carlos Prestes.
Entre os volumes mais literários estavam "Terras do Sem Fim", de Jorge Amado (de quem se queimou ainda "O Cavaleiro da Esperança"), "Caetés", de Graciliano Ramos, "O Espião", do russo Máximo Górki, ou o romance "Terra Vermelha", de Francisco Ayres (não há dúvida de que graças ao tom "suspeito" da terra).
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Bom...Como eu disse no post anterior...existem métodos mais sutis, utilizados contemporaneamente pela esquerda para banir livros e autores indesejados...
No que me concerne, os títulos mencionados acima, e incinerados, não farão muita falta.
- Nossa! É agora adepto da queima de livros ??
-Não...Só disse que não choro por eles.
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Uma série de documentos encontrados há menos de 15 dias esclarece pela primeira vez o que é que a polícia política brasileira fazia com as milhares de toneladas de livros e outros objetos "subversivos" que apreendia nas primeiras décadas do século 20.........A lista de livros a serem destruídos, descoberta no mesmo prontuário, também é dominada por livros dessas nacionalidades e pelos clássicos livros "vermelhos".
O depósito do Deops tinha às tantas 1.801 exemplares de "ABC dos Comunistas", de Bukarin, que faziam deste o "best-seller" dos censores, 350 tomos de "Marxismo e o Problema Nacional e Colonial", de Stálin, e 275 "Contra a Guerra e o Imperialismo", de Luis Carlos Prestes.
Entre os volumes mais literários estavam "Terras do Sem Fim", de Jorge Amado (de quem se queimou ainda "O Cavaleiro da Esperança"), "Caetés", de Graciliano Ramos, "O Espião", do russo Máximo Górki, ou o romance "Terra Vermelha", de Francisco Ayres (não há dúvida de que graças ao tom "suspeito" da terra).
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Bom...Como eu disse no post anterior...existem métodos mais sutis, utilizados contemporaneamente pela esquerda para banir livros e autores indesejados...
No que me concerne, os títulos mencionados acima, e incinerados, não farão muita falta.
- Nossa! É agora adepto da queima de livros ??
-Não...Só disse que não choro por eles.
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Segunda-feira, Dezembro 29
uma "descoberta"
Sabia vagamente de sua existência.
Afinal, quando ele faleceu eu tinha tenros 12 anos.
Trata-se de Gustavo Corção, que tive o prazer de "descobrir" hoje, cerca de 10 horas da manhã, logo após postar o comentario abaixo...
O responsável por isso foi Ruy Maia Freitas, que foi por mim descoberto há algumas semanas através de seu blog.
Fiquei matutando até encontrar várias referências e textos de Corção. Recomendo a homepage dedicada a Corção.
Como sempre nossa elite cultural e intelectual esquerdizóide ignora e boicota um autor como este...e como tantos outros.
Abaixo um texto de Corção publicado em "O Globo" de 1970
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ANTIGAMENTE CALAVAM-SE...
Gustavo Corção
Um amigo que se julga ateu ou não-católico telefonou-me outro dia, e logo me atirou pelos fios esta pergunta aflita: "Meu caro C. me diga uma coisa: a Igreja antigamente era ou não era uma coisa muito inteligente?"
Ia responder-lhe com ênfase: "Era!" Mas enquanto vacilei alguns segundos meu amigo desenvolveu a idéia: "Olhe aqui. Eu bem sei que antigamente existiam padres simplórios, freiras tapadíssimas, leigos ainda mais simplórios e tapados. A burrice não é novidade, é antiqüíssima. Garanto-lhe que ao lado do artista genial que pintava touros nas cavernas de Espanha, anunciando há quarenta mil anos a brava raça de toureiros, havia dois ou três idiotas a acharem mal feita a pintura.
— Mas, calavam-se, disse eu.
E logo o meu amigo uivou uma exclamação que trazia na composição harmônica de suas vibrações todas as explosões da alma: a alegria, a angústia, a aflição de convencer, a tristeza de um bem perdido e até a cólera...
— Pois é! CALAAAVAM-SE!!!
Contei-lhe então uma história de antigamente. Teria eu dezoito ou dezenove anos, e meu heróis dezessete ou dezoito. Ele era o aluno repetente de uma escola qualquer, e eu seu "explicador" de matemática. Eu sentia a resistência tenaz que, dentro dele, se opunha às generalizações matemáticas. Ficava rubro, vexado e alagado de suor.
Recomeçava eu a explicar certo problema quando ele, numa decisão brusca, me deteve e suplicou:
— Explica devagar, devagarzinho, porque eu sou burro.
Na outra ponta do fio meu amigo de hoje explodiu:
— Que gênio! QUE GÊNIO!!
Era efetivamente genial aquele moço de antigamente. Não segui sua trajetória e não sei se ele hoje amadureceu e desabrochou aquele botão de sabedoria em flor, ou se virou idiota e portanto intelectual. O que pude garantir ao meu amigo não-católico é que antigamente a atitude média dos idiotas era tímida, modesta e respeitosa. E isto que se observava nas ruas, nas aulas particulares, nos salões de bilhar e nos clubes de xadrez, observava-se também na Igreja. De repente, em certo ângulo da história, mercê de algum gás novo na atmosfera, ou de algum fator ainda não deslindado, os idiotas amanheceram novos e confiantes. Já ouvi e li muitas vezes o termo "mutação" surrupiado das prateleiras da genética e aplicado à história, à Igreja, ao dogma e aos costumes. Dois ou três bispos franceses não sabem falar dez minutos sem usar o termo "um mundo em mutação".
Se mutação houve, estou inclinado a crer que foi naquele ponto a que atrás aludimos: os idiotas que antigamente se calavam estão hoje com a palavra, possuem hoje todos os meios de comunicação. O mundo é deles. Será genético o fenômeno e por conseguinte transmissível?
— "Receio muito", gemeu a voz de meu amigo, "você não leu os jornais da semana passada?"
— O quê? — perguntei com a aflição já engatilhada.
— A descoberta do capim!
Não tinha lido tão importante notícia, e o meu amigo explicou-me: um sábio, creio que dinamarquês, chegou à conclusão de que o capim é um dos melhores alimentos do homem. Meu amigo não me explicou que se tratava do Homo Sapiens, do Everlasting Man, de Chesterton, ou do Homo postconciliarius. Seja como for, dentro de quatro ou cinco anos teremos a humanidade de quatro e espalhada nos pastos.
* * *
Estas reflexões amaríssimas, como diria o "agregado" de Machado de Assis, vieram-me hoje ao espírito depois da leitura de La Documentation Catholique, e principalmente depois da casual leitura de um volume encontrado entre outros livros de vinte anos atrás: O personalismo, de Emmanuel Mounier.
Nunca lera nada desse personagem que fundou a revista Esprit e que fez escola. Abri a página 42 da tradução editada pela Livraria Duas Cidades e li: "O homem é um ser natural". Detenho-me nesta proposição seguida desta outra: "Será somente um ser natural?" E depois: "Será, inteiramente, um joguete da natureza?" Ora, é fácil de ver que nenhuma dessas proposições têm sentido, e nenhuma conexão se percebe entre elas. Ou então, se o leitor quiser ser mais exato, diremos que todo aquele fraseado joga com a polivalência te termos equívocos pretendendo com essa confusão transmitir ao desavisado adepto do "personalismo" um sentimento de profundidade ou de rara acuidade. O que quer dizer "um ser natural"? Dotado de natureza própria todos os seres o são, desde o átomo de hidrogênio até Deus. Tenho diante dos olhos o dorso de um livro de Garrigou-Lagrange: Dieu, son existance et sa nature. Logo, Deus é um ser natural. Se por natural se entende tudo o que pertence ao Universo criado, todos os seres, exceto o Incriado, serão seres naturais: a água, um gato, São Miguel Arcanjo. Se o termo natural se contrapõe a artificial, todos nós sabemos que um homem não é montado como um rádio de pilha, ou como uma máquina de costura. Logo, é um ser natural. Mas não se entende por que razão foi preciso fundar Esprit, lançar o progressismo, atirar-se nos braços do comunismo, comprometer Jacques Maritain, excitar tanta gente em torno de tão óbvia proposição.
Emmanuel Mounier já morreu coberto de glória há mais de dez anos. Podemos tranqüilamente dizer que era burro, apesar de tudo o que foi escrito em francês a seu respeito, como já podemos dizer tranqüilamente que Teilhard de Chardin era meio tantã. Dentro de cinqüenta anos ninguém mais saberá em que consistiu o "personalismo" de Mounier, ou o "phenomène humain" de Teilhard de Chardin. Essas obras foram o consolo e a volúpia de muitos leitores que, não entendendo nada do que liam, ao menos se aliviavam com este pensamento balsâmico: todos os livros são escritos para ninguém entender. E assim os idiotas do mundo tiveram um decênio ou dois de júbilo.
Passarão esses autores, mas se é verdadeira a descoberta das propriedades do capim, muitos novos autores surgirão a perguntar "se o homem é um ser natural". Já se houve o tropel... Mas — quem sabe — talvez o próprio capim, entre suas virtudes estudadas em Estocolmo ou Copenhague, entre duas Pornôs, traga uma espécie de calmante que nos devolva o genial tipo clássico do burro que se conhecia e que não fundava revistas católicas nem rasgava novos horizontes para a Igreja
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Afinal, quando ele faleceu eu tinha tenros 12 anos.
Trata-se de Gustavo Corção, que tive o prazer de "descobrir" hoje, cerca de 10 horas da manhã, logo após postar o comentario abaixo...
O responsável por isso foi Ruy Maia Freitas, que foi por mim descoberto há algumas semanas através de seu blog.
Fiquei matutando até encontrar várias referências e textos de Corção. Recomendo a homepage dedicada a Corção.
Como sempre nossa elite cultural e intelectual esquerdizóide ignora e boicota um autor como este...e como tantos outros.
Abaixo um texto de Corção publicado em "O Globo" de 1970
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ANTIGAMENTE CALAVAM-SE...
Gustavo Corção
Um amigo que se julga ateu ou não-católico telefonou-me outro dia, e logo me atirou pelos fios esta pergunta aflita: "Meu caro C. me diga uma coisa: a Igreja antigamente era ou não era uma coisa muito inteligente?"
Ia responder-lhe com ênfase: "Era!" Mas enquanto vacilei alguns segundos meu amigo desenvolveu a idéia: "Olhe aqui. Eu bem sei que antigamente existiam padres simplórios, freiras tapadíssimas, leigos ainda mais simplórios e tapados. A burrice não é novidade, é antiqüíssima. Garanto-lhe que ao lado do artista genial que pintava touros nas cavernas de Espanha, anunciando há quarenta mil anos a brava raça de toureiros, havia dois ou três idiotas a acharem mal feita a pintura.
— Mas, calavam-se, disse eu.
E logo o meu amigo uivou uma exclamação que trazia na composição harmônica de suas vibrações todas as explosões da alma: a alegria, a angústia, a aflição de convencer, a tristeza de um bem perdido e até a cólera...
— Pois é! CALAAAVAM-SE!!!
Contei-lhe então uma história de antigamente. Teria eu dezoito ou dezenove anos, e meu heróis dezessete ou dezoito. Ele era o aluno repetente de uma escola qualquer, e eu seu "explicador" de matemática. Eu sentia a resistência tenaz que, dentro dele, se opunha às generalizações matemáticas. Ficava rubro, vexado e alagado de suor.
Recomeçava eu a explicar certo problema quando ele, numa decisão brusca, me deteve e suplicou:
— Explica devagar, devagarzinho, porque eu sou burro.
Na outra ponta do fio meu amigo de hoje explodiu:
— Que gênio! QUE GÊNIO!!
Era efetivamente genial aquele moço de antigamente. Não segui sua trajetória e não sei se ele hoje amadureceu e desabrochou aquele botão de sabedoria em flor, ou se virou idiota e portanto intelectual. O que pude garantir ao meu amigo não-católico é que antigamente a atitude média dos idiotas era tímida, modesta e respeitosa. E isto que se observava nas ruas, nas aulas particulares, nos salões de bilhar e nos clubes de xadrez, observava-se também na Igreja. De repente, em certo ângulo da história, mercê de algum gás novo na atmosfera, ou de algum fator ainda não deslindado, os idiotas amanheceram novos e confiantes. Já ouvi e li muitas vezes o termo "mutação" surrupiado das prateleiras da genética e aplicado à história, à Igreja, ao dogma e aos costumes. Dois ou três bispos franceses não sabem falar dez minutos sem usar o termo "um mundo em mutação".
Se mutação houve, estou inclinado a crer que foi naquele ponto a que atrás aludimos: os idiotas que antigamente se calavam estão hoje com a palavra, possuem hoje todos os meios de comunicação. O mundo é deles. Será genético o fenômeno e por conseguinte transmissível?
— "Receio muito", gemeu a voz de meu amigo, "você não leu os jornais da semana passada?"
— O quê? — perguntei com a aflição já engatilhada.
— A descoberta do capim!
Não tinha lido tão importante notícia, e o meu amigo explicou-me: um sábio, creio que dinamarquês, chegou à conclusão de que o capim é um dos melhores alimentos do homem. Meu amigo não me explicou que se tratava do Homo Sapiens, do Everlasting Man, de Chesterton, ou do Homo postconciliarius. Seja como for, dentro de quatro ou cinco anos teremos a humanidade de quatro e espalhada nos pastos.
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Estas reflexões amaríssimas, como diria o "agregado" de Machado de Assis, vieram-me hoje ao espírito depois da leitura de La Documentation Catholique, e principalmente depois da casual leitura de um volume encontrado entre outros livros de vinte anos atrás: O personalismo, de Emmanuel Mounier.
Nunca lera nada desse personagem que fundou a revista Esprit e que fez escola. Abri a página 42 da tradução editada pela Livraria Duas Cidades e li: "O homem é um ser natural". Detenho-me nesta proposição seguida desta outra: "Será somente um ser natural?" E depois: "Será, inteiramente, um joguete da natureza?" Ora, é fácil de ver que nenhuma dessas proposições têm sentido, e nenhuma conexão se percebe entre elas. Ou então, se o leitor quiser ser mais exato, diremos que todo aquele fraseado joga com a polivalência te termos equívocos pretendendo com essa confusão transmitir ao desavisado adepto do "personalismo" um sentimento de profundidade ou de rara acuidade. O que quer dizer "um ser natural"? Dotado de natureza própria todos os seres o são, desde o átomo de hidrogênio até Deus. Tenho diante dos olhos o dorso de um livro de Garrigou-Lagrange: Dieu, son existance et sa nature. Logo, Deus é um ser natural. Se por natural se entende tudo o que pertence ao Universo criado, todos os seres, exceto o Incriado, serão seres naturais: a água, um gato, São Miguel Arcanjo. Se o termo natural se contrapõe a artificial, todos nós sabemos que um homem não é montado como um rádio de pilha, ou como uma máquina de costura. Logo, é um ser natural. Mas não se entende por que razão foi preciso fundar Esprit, lançar o progressismo, atirar-se nos braços do comunismo, comprometer Jacques Maritain, excitar tanta gente em torno de tão óbvia proposição.
Emmanuel Mounier já morreu coberto de glória há mais de dez anos. Podemos tranqüilamente dizer que era burro, apesar de tudo o que foi escrito em francês a seu respeito, como já podemos dizer tranqüilamente que Teilhard de Chardin era meio tantã. Dentro de cinqüenta anos ninguém mais saberá em que consistiu o "personalismo" de Mounier, ou o "phenomène humain" de Teilhard de Chardin. Essas obras foram o consolo e a volúpia de muitos leitores que, não entendendo nada do que liam, ao menos se aliviavam com este pensamento balsâmico: todos os livros são escritos para ninguém entender. E assim os idiotas do mundo tiveram um decênio ou dois de júbilo.
Passarão esses autores, mas se é verdadeira a descoberta das propriedades do capim, muitos novos autores surgirão a perguntar "se o homem é um ser natural". Já se houve o tropel... Mas — quem sabe — talvez o próprio capim, entre suas virtudes estudadas em Estocolmo ou Copenhague, entre duas Pornôs, traga uma espécie de calmante que nos devolva o genial tipo clássico do burro que se conhecia e que não fundava revistas católicas nem rasgava novos horizontes para a Igreja
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pós Natal - pré 2004
Época estranha esta.
Lendo e vendo algumas coisas, fica enorme o contraste entre os motivos primitivos do"feriado" e a maneira como o celebramos.
Das pessoas com as quais convivo, nenhuma referência à Jesus, Cristo. Nenhuma refrência a algum recolhimento, a uma prece, nenhuma pequena consideração sobre o mistério.
Bom...talvez o problema seja meu, e relativo às pessoas com quem tenho andado e convivido...
Mas, são meus familiares, amigos, colegas do trabalho, doutores, professores, todos com um certo "nível cultural".
Perdemos a capacidade de nos aprofundarmos, nos temas, problemas, e em nós mesmos ??
Talvez sejam apenas minhas companhias...
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Lendo e vendo algumas coisas, fica enorme o contraste entre os motivos primitivos do"feriado" e a maneira como o celebramos.
Das pessoas com as quais convivo, nenhuma referência à Jesus, Cristo. Nenhuma refrência a algum recolhimento, a uma prece, nenhuma pequena consideração sobre o mistério.
Bom...talvez o problema seja meu, e relativo às pessoas com quem tenho andado e convivido...
Mas, são meus familiares, amigos, colegas do trabalho, doutores, professores, todos com um certo "nível cultural".
Perdemos a capacidade de nos aprofundarmos, nos temas, problemas, e em nós mesmos ??
Talvez sejam apenas minhas companhias...
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Quarta-feira, Dezembro 24
Ah!
Feliz Natal....
Coma bastante, fique bêbado, se emocione...mas reserve uns cinco minutos para você.
Tranque-se no banheiro da casa da sua mãe ou fuja para o quintal...e entre um pouco em contato com Deus ou com o que quer que seja que exista dentro de você.
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Feliz Natal....
Coma bastante, fique bêbado, se emocione...mas reserve uns cinco minutos para você.
Tranque-se no banheiro da casa da sua mãe ou fuja para o quintal...e entre um pouco em contato com Deus ou com o que quer que seja que exista dentro de você.
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história pra boi dormir...
Desavisadamente comprei uma revista denominada História Viva...
Metade dos artigos são traduções da Revista francesa Historia. Eu percebi uns dois ou tres errinhos de tradução..
No mais, o conteúdo é superficial como o de uma Superinteressante histórica. Quem trabalha com ciência, sabe o que estou falando.
Imagine encontrar numa mesma revista artigos sobre deuses do Egito, Ocupação alemã na França, Governo Vargas, rituais no império Inca....my god...Melhor tomar um Sonrisal depois desta esbórnia!
Como alguém pode se interessar por tudo isso? E quem se interessa por algum destes "temas" não será acrescido de nada ao ler as matérias....
Mas........se um ou outro adolescente, ou adulto mesmo se deparar com a revista e isto lhes servir de estímulo para estudar mais, aprender mais....ok...ok...Nem todos tiveram a oportunidade de contato com a cultura humana....
Como dise um outro internauta...essas revistas de história formam uma versão "antiga" das revistas semanais de celebridades...
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Metade dos artigos são traduções da Revista francesa Historia. Eu percebi uns dois ou tres errinhos de tradução..
No mais, o conteúdo é superficial como o de uma Superinteressante histórica. Quem trabalha com ciência, sabe o que estou falando.
Imagine encontrar numa mesma revista artigos sobre deuses do Egito, Ocupação alemã na França, Governo Vargas, rituais no império Inca....my god...Melhor tomar um Sonrisal depois desta esbórnia!
Como alguém pode se interessar por tudo isso? E quem se interessa por algum destes "temas" não será acrescido de nada ao ler as matérias....
Mas........se um ou outro adolescente, ou adulto mesmo se deparar com a revista e isto lhes servir de estímulo para estudar mais, aprender mais....ok...ok...Nem todos tiveram a oportunidade de contato com a cultura humana....
Como dise um outro internauta...essas revistas de história formam uma versão "antiga" das revistas semanais de celebridades...
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Segunda-feira, Dezembro 22
é natal....II
Segunda-Feira.
Waldemar agradecia por não ter de trabalhar. Ninguém trabalhava naqueles dias que antecedem o Natal.
Waldemar acordou, foi à padaria, tomou seu pingado, seu pão na chapa. Ao seu lado um tiozinho tomava um copo de pinga. "...Vagabundo....nove horas e enchendo a cara!".
Saiu. Em seu bolso uma pequena lista de pessoas. Deveria gastar quase tudo o que restara de seu salário em presentes e lembranças para os familiares que encontraria na quarta-feira à noite na casa de sua tia. "...Que saco..."
Alguns presentes, poucos, compraria com prazer, para seu irmão, por exemplo. Waldemar que não era dado às sutilezas do espírito, não sabia muito sobre a personalidade e gosto de seus parentes, na verdade não conhecia muito bem nenhuma pessoa...
Mas já havia decidido, ia passar na loja de CD e comprar alguns lançamentos, os mais recentes mesmo, assim não teria que se preocupar muito em escolher algum disco que alguém já tivesse.
O problema eram suas tias, com 70 anos, não iam apreciar CD. Só ouviam rádio, e assistiam programas vespertinos na TV "...Aquelas velhas não gostam de bosta nenhuma mesmo..."
Waldemar partiu resoluto para o shopping.
Trinta minutos para estacionar o carro. Era só o começo.
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Waldemar agradecia por não ter de trabalhar. Ninguém trabalhava naqueles dias que antecedem o Natal.
Waldemar acordou, foi à padaria, tomou seu pingado, seu pão na chapa. Ao seu lado um tiozinho tomava um copo de pinga. "...Vagabundo....nove horas e enchendo a cara!".
Saiu. Em seu bolso uma pequena lista de pessoas. Deveria gastar quase tudo o que restara de seu salário em presentes e lembranças para os familiares que encontraria na quarta-feira à noite na casa de sua tia. "...Que saco..."
Alguns presentes, poucos, compraria com prazer, para seu irmão, por exemplo. Waldemar que não era dado às sutilezas do espírito, não sabia muito sobre a personalidade e gosto de seus parentes, na verdade não conhecia muito bem nenhuma pessoa...
Mas já havia decidido, ia passar na loja de CD e comprar alguns lançamentos, os mais recentes mesmo, assim não teria que se preocupar muito em escolher algum disco que alguém já tivesse.
O problema eram suas tias, com 70 anos, não iam apreciar CD. Só ouviam rádio, e assistiam programas vespertinos na TV "...Aquelas velhas não gostam de bosta nenhuma mesmo..."
Waldemar partiu resoluto para o shopping.
Trinta minutos para estacionar o carro. Era só o começo.
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Sexta-feira, Dezembro 19
é natal, pega no...
É Natal !
Alguém ainda se lembra do motivo da existência deste "feriado"??
Alguém, nestes dias de trânsito caótico, ruas empesteadas de pedestres e camelôs, ainda se lembra o quê afinal estamos "comemorando"??
Pior que isso são as mensagens na "mídia", os noticiários, etc, que desfilam notas sobre atos de fratenidade, solidadriedade, caridade...
Pior ainda mesmo, são as campanhas do tipo Natal sem Fome, mobilizando os "cidadãos" a exercerem sua "cidadania".
O encontro com Deus, Cristo, Buda, Maomé fica relegado a breves instantes, quando algum estímulo sensorial-televisivo atua em alguma glândula secretora de emoções primárias...
Triste um mundo em que o humano quase desistiu de alcançar o divino. Através da razão e da contemplação.
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Alguém ainda se lembra do motivo da existência deste "feriado"??
Alguém, nestes dias de trânsito caótico, ruas empesteadas de pedestres e camelôs, ainda se lembra o quê afinal estamos "comemorando"??
Pior que isso são as mensagens na "mídia", os noticiários, etc, que desfilam notas sobre atos de fratenidade, solidadriedade, caridade...
Pior ainda mesmo, são as campanhas do tipo Natal sem Fome, mobilizando os "cidadãos" a exercerem sua "cidadania".
O encontro com Deus, Cristo, Buda, Maomé fica relegado a breves instantes, quando algum estímulo sensorial-televisivo atua em alguma glândula secretora de emoções primárias...
Triste um mundo em que o humano quase desistiu de alcançar o divino. Através da razão e da contemplação.
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Quinta-feira, Dezembro 18
solidão
Era um sujeito que gostava de almoçar só.
A maioria das vezes almoçava acompanhado de colegas de trabalho, mesmo não sendo Sílvio Santos, mas apreciava almoçar só.
Quando o encontravam sozinho no restaurante perguntavam : Almoçando sozinho ?! que chato ! e sentavam-se a seu lado para aliviá-lo deste fardo.
Era quando praguejava e imprecava. Em pensamento. Era muito educado.
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A maioria das vezes almoçava acompanhado de colegas de trabalho, mesmo não sendo Sílvio Santos, mas apreciava almoçar só.
Quando o encontravam sozinho no restaurante perguntavam : Almoçando sozinho ?! que chato ! e sentavam-se a seu lado para aliviá-lo deste fardo.
Era quando praguejava e imprecava. Em pensamento. Era muito educado.
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Universo paralelo
O texto destacada abaixo saiu na Folha de S. paulo em 18 de Dezembro.
Chegamos ao ponto vergonhoso em que toda a manifestação de um ano de governo petista transpira como uma campanha publicitária. E como toda campanha publicitária seu objetivo é vender um produto apelando para o mínimo de razão e intelecto possível, no menor tempo possível.
O culpado de todo o "caos" neste país na verdade é o governo anterior do Sr. FHC, e não na verdade o temor, no período eleitoral e pós eleitoral passado, provocado pelo histórico do PT e de seus aliados e simpatizantes.
Mas ainda bem que "a esperança venceu o medo" e que Lula veio nos salvar do caos...
Este tema, entretanto, está ficando batido
"GOVERNO
Documentos mostram que presidente, em discurso que fará hoje, voltará a culpar Fernando Henrique por "medidas duras"
Lula deve justificar arrocho em 1º balanço
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O balanço do primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva deve dizer que "o processo de ajuste [arrocho fiscal e monetário] acaba limitando o crescimento econômico". Apesar disso, diz que "O Brasil de Todos Já Começou" (título do balanço publicitário e slogan para marcar a data).
Três documentos obtidos pela Folha dão a linha do discurso que Lula fará hoje às 10h no Palácio do Planalto como "prestação de contas" de seu primeiro ano.
Como faz desde o primeiro dia de mandato, Lula culpa a herança dos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) pelas "medidas duras" para reverter "o caos" que "rondava a economia". Em crítica indireta, acusa FHC de "criminalizar os movimentos sociais e de reivindicação" ....... fala-se que "o objetivo inicial do governo foi restaurar a credibilidade na política econômica", perdida na eleição de 2002, quando teria ocorrido "uma das mais graves crises da nossa história".
Cartilha publicitária
O documento "O Brasil de Todos Já Começou" tem tom otimista. Será o texto de uma cartilha do governo federal, em linguagem popular e publicitária.
......etc...etc...etc.....
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Chegamos ao ponto vergonhoso em que toda a manifestação de um ano de governo petista transpira como uma campanha publicitária. E como toda campanha publicitária seu objetivo é vender um produto apelando para o mínimo de razão e intelecto possível, no menor tempo possível.
O culpado de todo o "caos" neste país na verdade é o governo anterior do Sr. FHC, e não na verdade o temor, no período eleitoral e pós eleitoral passado, provocado pelo histórico do PT e de seus aliados e simpatizantes.
Mas ainda bem que "a esperança venceu o medo" e que Lula veio nos salvar do caos...
Este tema, entretanto, está ficando batido
"GOVERNO
Documentos mostram que presidente, em discurso que fará hoje, voltará a culpar Fernando Henrique por "medidas duras"
Lula deve justificar arrocho em 1º balanço
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O balanço do primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva deve dizer que "o processo de ajuste [arrocho fiscal e monetário] acaba limitando o crescimento econômico". Apesar disso, diz que "O Brasil de Todos Já Começou" (título do balanço publicitário e slogan para marcar a data).
Três documentos obtidos pela Folha dão a linha do discurso que Lula fará hoje às 10h no Palácio do Planalto como "prestação de contas" de seu primeiro ano.
Como faz desde o primeiro dia de mandato, Lula culpa a herança dos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) pelas "medidas duras" para reverter "o caos" que "rondava a economia". Em crítica indireta, acusa FHC de "criminalizar os movimentos sociais e de reivindicação" ....... fala-se que "o objetivo inicial do governo foi restaurar a credibilidade na política econômica", perdida na eleição de 2002, quando teria ocorrido "uma das mais graves crises da nossa história".
Cartilha publicitária
O documento "O Brasil de Todos Já Começou" tem tom otimista. Será o texto de uma cartilha do governo federal, em linguagem popular e publicitária.
......etc...etc...etc.....
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Terça-feira, Dezembro 16
servidor padrão
Encontrado em um banheiro público de uma instituição federal:
HIGIENE
Após o uso do vaso sanitário
- Acione o botão de descarga
- Limpe o vaso sanitário com a escova que se encontra ao lado
- Com a água corrente da dsecarga limpe a escova e recoloque-a no suporte
O próximo usuário, seu colega, agradece
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HIGIENE
Após o uso do vaso sanitário
- Acione o botão de descarga
- Limpe o vaso sanitário com a escova que se encontra ao lado
- Com a água corrente da dsecarga limpe a escova e recoloque-a no suporte
O próximo usuário, seu colega, agradece
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Segunda-feira, Dezembro 15
Ghost...
Frase gritada pela multidão quando da expulsão da Senadora Heloísa Helena e os demais radicais do partido:
"Eu, eu , eu Stalin não morreu...eu, eu, eu encarnou no Zé Dirceu"
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"Eu, eu , eu Stalin não morreu...eu, eu, eu encarnou no Zé Dirceu"
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Prenderam o Sadã
Prenderam o sadã, ou o clone do Cal Marques, ou o Beato Salu, ou um certo Fidel sei lá...
As manchetes dizem que o homem foi preso como um rato....
Imagine-se você por um instante no lugar deste homem... Imagine-se soberbo, riquíssimo, poderoso e temido... Imagine que você ache que é assim mesmo que deve se agir. Imagine que você nada tema por ter matado ou ordenado a morte de centenas de milhares de pessoas.
Você consegue?
Provavelmente alguém logo vai dizer que sua prisão foi injusta....ou NOVAMENTE que a invasão e prisão de um presidente de uma outra nação é um atentado à soberania etc, etc, etc...
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As manchetes dizem que o homem foi preso como um rato....
Imagine-se você por um instante no lugar deste homem... Imagine-se soberbo, riquíssimo, poderoso e temido... Imagine que você ache que é assim mesmo que deve se agir. Imagine que você nada tema por ter matado ou ordenado a morte de centenas de milhares de pessoas.
Você consegue?
Provavelmente alguém logo vai dizer que sua prisão foi injusta....ou NOVAMENTE que a invasão e prisão de um presidente de uma outra nação é um atentado à soberania etc, etc, etc...
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Quinta-feira, Dezembro 11
impossibilidades
A minha última impossibilidade é a de assistir a qualquer tipo de aula. Depois da graduação, mestrado, doutorado, tornou-se imposível tentar aprender mais alguma coisa no esquema denominado aula, isto é, aquele sujeito na frente da sala tentando que você faça uma série de exercícios para te ensinar algo.
Note que é algo distinto de uma palestra ou conferência. Numa palestra o assunto realmente te interessa e você não tem obrigação nenhuma de entender nem de fazer nada...pode até dormir...mas numa aula é diferente, existe um certo compromisso, exercícios, um professor que vai te perguntar se você está entendendo...um martírio!
Tudo isso porque fui convocado a assitir a um curso de Open-office, em tudo semelhante ao Microsoft Office. Então imagine o suplício de perder quatro manhãs de sua vida para fazer um curso sobre uma coisa que você já sabe usar há anos !!!
De qualquer forma se vc não quer piratear o Office, ou nao tem nem 10 contos pra gastar na R. Sta Ifigênia pode usar o dito cujo acima descrito....
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Note que é algo distinto de uma palestra ou conferência. Numa palestra o assunto realmente te interessa e você não tem obrigação nenhuma de entender nem de fazer nada...pode até dormir...mas numa aula é diferente, existe um certo compromisso, exercícios, um professor que vai te perguntar se você está entendendo...um martírio!
Tudo isso porque fui convocado a assitir a um curso de Open-office, em tudo semelhante ao Microsoft Office. Então imagine o suplício de perder quatro manhãs de sua vida para fazer um curso sobre uma coisa que você já sabe usar há anos !!!
De qualquer forma se vc não quer piratear o Office, ou nao tem nem 10 contos pra gastar na R. Sta Ifigênia pode usar o dito cujo acima descrito....
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Segunda-feira, Dezembro 8
Felicidade
Por falar em leitura...
Li um microlivro do "filósofo" André Comte-Sponville... A felicidade desesperadamente. Minha conclusão...como o rapaz não acredita em Deus ( o que ém dito durante o livrinho pelo menos umas quatro vezes) ele expôe seu método de viver feliz mesmo crendo que daqui há pouco nem lembrança sua restará.
O filósosfo chega a afirmar que aquele que é feliz e acredita (ou por acreditar) em Deus ou em uma vida futura, vive uma falsa felicidade, pos esta é baseada na esperança de que o futuro será melhor, etc... é por aí....
Claro que também creio que é importante viver e ser feliz no presente, sem termos expectativas ou esperar muito do futuro (angústia), mas, como não ficar irremediavelmente arrasado diante da expectativa do nada e da inutilidade de nossa existência?? Se quiser aprender, dê uma olhadinha no livro de auto-ajuda filosófica de Comte-Sponville.
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Li um microlivro do "filósofo" André Comte-Sponville... A felicidade desesperadamente. Minha conclusão...como o rapaz não acredita em Deus ( o que ém dito durante o livrinho pelo menos umas quatro vezes) ele expôe seu método de viver feliz mesmo crendo que daqui há pouco nem lembrança sua restará.
O filósosfo chega a afirmar que aquele que é feliz e acredita (ou por acreditar) em Deus ou em uma vida futura, vive uma falsa felicidade, pos esta é baseada na esperança de que o futuro será melhor, etc... é por aí....
Claro que também creio que é importante viver e ser feliz no presente, sem termos expectativas ou esperar muito do futuro (angústia), mas, como não ficar irremediavelmente arrasado diante da expectativa do nada e da inutilidade de nossa existência?? Se quiser aprender, dê uma olhadinha no livro de auto-ajuda filosófica de Comte-Sponville.
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Sexta-feira, Dezembro 5
perdi a fome....
Estou trabalhando quando a mocinha aparece, trazendo vários calendários de mesa de 2004 do Banco do Brasil.
Cortesia do banco com o qual nós trabalhamos...
Mas para meu nojo em todas as folhas do calendário existe o malfadado logo do "Fome Zero" , ... aquela bandeira com o pratinho de comida e os talheres, tudo tão "bem sacado" pelo Ministro Duda Mendonça.
É incrivel, ainda mais que o logotipo fica completamente fora de contexto no calendário de mesa, que apresenta todo mês uma simpática foto de pessoas com dizeres do tipo "Quem pensa no meio ambiente tem o apoio do Banco do Brasil" ou "quem quer exportar tem o apoio do Banco do Brasil" e por aí vai....
Deus do Céu é uma verdadeira lavagem e enxaguagem cerebral....haja paciência!
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Cortesia do banco com o qual nós trabalhamos...
Mas para meu nojo em todas as folhas do calendário existe o malfadado logo do "Fome Zero" , ... aquela bandeira com o pratinho de comida e os talheres, tudo tão "bem sacado" pelo Ministro Duda Mendonça.
É incrivel, ainda mais que o logotipo fica completamente fora de contexto no calendário de mesa, que apresenta todo mês uma simpática foto de pessoas com dizeres do tipo "Quem pensa no meio ambiente tem o apoio do Banco do Brasil" ou "quem quer exportar tem o apoio do Banco do Brasil" e por aí vai....
Deus do Céu é uma verdadeira lavagem e enxaguagem cerebral....haja paciência!
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